Buscar
  • Daniel Monteiro

10 habilidades essenciais para o sucesso profissional na era da transformação digital

Em um mundo em permanente transformação pelas tecnologias digitais, a única constante parece ser a mudança. E isso afeta as relações pessoais, os ambientes sociais e as expectativas do mercado de trabalho em relação às qualificações de cada profissional.

A evolução tecnológica afeta literalmente todas as áreas de atuação, criando novas possibilidades, automatizando alguns processos e, se por um lado, torna obsoleta certas atividades, também cria demanda por novos serviços e talentos.

Esse cenário de fluidez exige a constante atualização dos profissionais e as mudanças tecnológicas são muito mais rápidas do que as grades pedagógicas de universidades conseguem abraçar.

Isso criou também uma mudança no mercado de educação e nas formas como cada pessoa vai procurar desenvolver novas habilidades para atender às novas demandas. Em algumas áreas, mais vale a leitura de artigos de especialistas, e-books, cursos online e videoaulas confiáveis do que modelos mais tradicionais de capacitação.

E se uma coisa é certa, é que em 2020 esse cenário permanece. Então, aproveitamos o começo de ano e o clima de definição de metas e desafios, e listamos 10 habilidades essenciais para um profissional se destacar na década que se inicia:



Flexibilidade

Se há uma tendência que abrange muitas áreas de atuação é a da recorrente inovação em processos, principalmente pelo desenvolvimento de novos sistemas de informação. Para se manter relevante em um ambiente cada vez menos operacional e mais estratégico, é essencial ter flexibilidade e adaptabilidade para se ajustar a essas mudanças.

Atualmente, as empresas buscam modernizar seus ambientes de trabalho, implementando novas metodologias, equipes remotas e outras novidades dos tempos atuais para agregar talentos e valor às suas entregas.

É importante estar pronto para lidar nesses diferentes cenários para não se alienar como profissional apenas pela dificuldade em aceitar novos modelos de trabalho.


Visão sistêmica

Expressão comum no vocabulário do RH, a visão sistêmica tem origem conceitual no início do século passado, que compreende a análise de fatores a partir da Teoria Geral de Sistemas, criada pelo biólogo Ludwig von Bertalanffy.

Esse modelo propõe uma tendência de integração de diferentes ciências, que no mundo profissional é aplicado na análise de cenários e processos que, ainda que isolados ou pontuais, afetam toda a empresa.

Profissionais com visão sistêmica contam com melhor repertório para entender conjunturas, propor otimizações a evitar crises. E em um mundo em constante mutação, a capacidade analítica é essencial para que corporações transformem mudanças em oportunidade.


Olhar humanizado

Mesmo que ainda existam olhares ultrapassados para colaboradores como meros recursos das organizações, é fato que o mundo ocidental tem registrado uma crescente humanização na lógica de trabalho nas últimas décadas.

E a revolução digital também é um fator que colabora para isso. Afinal, se existem ferramentas cada vez mais otimizadas para lidar com dados, pessoas podem ser menos mecânicas e aplicarem habilidades mais… humanas.

A humanização é importante não só na forma de trabalhar, mas nas relações pessoais no ambiente de trabalho, envolvendo trabalho em equipe, gestão, relacionamento, comunicação e interação em ambientes cada vez mais plurais e diversos.

Em um ambiente cada vez mais permeado por recursos digitais, é sempre importante lembrar que as principais relações ocorrem entre pessoas.


Inteligência emocional

Com ou sem avanços digitais, o ambiente de trabalho sempre será um local de responsabilidades e cobranças por resultados. Por isso, a determinação e capacidade de lidar com pressão sempre serão habilidades valiosas para um profissional.

Mas inteligência emocional não é somente sinônimo para resiliência. É saber lidar com as diferentes emoções que afetam o ambiente laboral, seja frustrações particulares ou de colegas, rupturas, empolgação ou eventuais atritos.

Ao final, o objetivo é realizar as melhores decisões, e algum tipo de insatisfação poderá estar presente. A inteligência emocional é valiosa justamente para que as resoluções mais estratégicas sejam definidas (e acatadas) da forma mais harmônica para as relações humanas que se dão dentro daquele sistema.


Comprometimento

Outro queridinho dos recrutadores é a capacidade de um profissional se comprometer e de se dedicar às suas atividades. E no contexto digital, isso ganha algumas novas cores.

Com estruturas mais flexíveis que a tecnologia permitiu, como o trabalho remoto e equipes espalhadas em diferentes cidades (ou até países), aquele controle próximo da figura de superior imediato acompanhado as entregas começou a dar espaço para uma maior independência dos colaboradores que, por sua vez, devem ter mais habilidades de autogestão de demandas e prioridades.


Engajamento

Um ambiente com pessoas altamente engajadas e participativas é mais produtivo e facilita a implementação de processos de inovação.

A habilidade de se envolver proativamente aos processos de uma organização, sempre visando a otimização dos procedimentos e entregas, é sempre valorizada em um mercado de trabalho em constante renovação.


Paciência

A grande contrapartida de um mercado tão dinâmico é a necessidade de paciência. Exatamente, paciência!

Além de essencial para encarar constantes mudanças, que podem acabar tornando um ambiente exaustivo, há sempre de se orientar que resultados de novas metodologias ou tecnologias podem não acontecer do dia para a noite.


Coragem

Em meio a tantos testes, definição de métodos, aplicação de novas tecnologias e uma grande convergência de diferentes áreas de conhecimento, é importante ter capacidade de avaliar cenários e ter audácia para fazer escolhas difíceis.

Estar preparado para errar e estar apto a realizar os ajustes necessários com prontidão é ainda mais importante nessa revolução digital em que vivemos.

E a coragem não está somente nas decisões técnicas relacionadas ao trabalho, mas também nas de carreira. A confluência tecnológica leva profissionais que provavelmente nunca trabalhariam juntos a se tornarem colegas.

Essa mudança afeta totalmente a formação de equipes, principalmente em startups e empresas menos tradicionais. Estar disposto a fazer parte desse novo tipo de ambiente também irá gerar novas oportunidades no mercado para os profissionais mais destemidos.


Autonomia

Como falamos no início do texto, as tecnologias digitais acertaram o mundo tão em cheio que a área da educação ainda não conseguiu rever seus modelos de ensino, nos mais diferentes níveis, para se adequar aos novos tempos.

E seguindo o modelo do código aberto criado pelos programadores no final do século XX, muito do conhecimento em ferramentas e novas habilidades importantes em um mundo amplamente digital está disponível na internet em formatos que fogem da educação presencial tradicional.

Assim, para se manter atualizado, basta ter disciplina, organização e autonomia para procurar sempre novos conhecimentos de relevância para sua área de atuação.


Respeito

Independente do contexto ou mercado em que está inserido, o respeito aos colegas, clientes e fornecedores é indispensável.

A transformação digital tornou o mundo mais plural e diverso. Mais que apenas conviver, é preciso valorizar as diferenças e abraçar os benefícios que ela traz para o ambiente de trabalho. Afinal, se o cenário é de intensa competição, harmonia e bem-estar são essenciais para que a experiência de toda a equipe seja mais edificante e produtiva.

0 visualização
  • Branca Ícone LinkedIn
  • White Instagram Icon
  • White Facebook Icon
  • White YouTube Icon

ENCONTRE-NOS

WeWork - Savassi Mall

Rua Sergipe, 1440

Belo Horizonte – MG