Buscar
  • Daniel Monteiro

Home office, nuvem e escala flexível: como as empresas podem lidar com o coronavírus

Atualizado: Mar 18

A crise do coronavírus é oficialmente uma pandemia segundo a Organização Mundial da Saúde e parte da realidade dos brasileiros. Até a data da redação deste artigo (15/03/2020), o país já registrou 200 casos, com mais de 1.400 pacientes suspeitos. Ainda que os números sejam mais baixos que os de outros países, a doença começa a afetar a rotina dos brasileiros e algumas empresas começaram a se atentar para isso.

Afinal, um novo vírus que o organismo humano ainda não tenha desenvolvido anticorpos e com alta transmissibilidade exige esforços diários e coletivos para o controle da expansão dos casos.


E se preparar para essa realidade é o novo desafio das empresas, principalmente aquelas que ainda não se adequaram totalmente às tecnologias digitais que permitem rotinas mais flexíveis de trabalho. Sim, estamos falando de home office!

E claro, há outras soluções para que empresas minimizem o impacto da epidemia para garantir a manutenção de suas atividades com a saúde de seus colaboradores. Boa leitura!



Hora de aderir ao home office


Não tem jeito. Em epidemias como a da COVID-19 (doença causada pelo coronavírus), todas as formas de contato humano podem levar ao contágio. E não basta controlar o ambiente de trabalho. As pessoas estão sujeitas a esse problema no transporte público, andando nas ruas ou qualquer situação em que ocorram aglomerações.


O trabalho remoto, como é chamado em português o home office, é um modelo de expediente que pode ganhar espaço durante esta crise. Além de ser comum em ambientes mais modernos, algumas empresas da área de tecnologia já anunciaram que irão praticar o regime nas próximas semanas. Algumas delas são: Twitter, XP Investimentos, Nestlé, Mélliuz, Quintoandar, Itaú, Nubank, Uber e nós da Yellow.rec, também estamos adotando o home office!


O home office é compatível com atividades de escritório, então muitas atividades industriais e de prestação de serviços são menos compatíveis com o trabalho remoto.

Cada empresa pode gerir de que forma o trabalho será realizado, se as pessoas poderão utilizar computadores pessoais ou levarão notebooks corporativos para casa. É importante estabelecer uma política de boas práticas para evitar que, mesmo fora da estrutura da empresa, o colaborador siga em atividades de risco, como se manter próximo a aglomerações frequentemente.


E claro, não é só trabalhar de casa. É necessário uma estrutura tecnológica para possibilitar a continuidade das atividades. O que nos leva ao segundo ponto.


Uso de ferramentas na nuvem


A tecnologia de nuvem já está presente no cotidiano dos profissionais há alguns anos. Ferramentas como Dropbox, Google Drive, Microsoft OneDrive e iCloud estão presentes na rotina das pessoas em seu uso de smartphones e computadores. O Google liberou gratuitamente as funções avançadas de videoconferência do Hangout Meet para clientes dos pacotes G Suite e G Suite for Education até o dia 1o de julho.


Vários softwares de gestão de projetos, como Trello e Teamwork, podem ser acessados de qualquer lugar. Em conjunto com as diversas opções de ferramentas de mensagens, como Skype, Slack, WhatsApp e Workplace; ou soluções para reuniões e conferências, como o Zoom, é possível gerir uma rotina de trabalho remoto sem tantas dores de cabeça.


O grande desafio está para empresas de setores como bancário e financeiro, que terão o controle de suas atividades ainda mais rígidos em agosto, quando passa entrará em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP), e trará mais exigências para a segurança de dados.


Empresas que lidam com grande quantidade de arquivos, como desenvolvedoras da área de TI ou agências de design, muitas vezes utilizam servidores locais para gerir seus arquivos dificultando o trabalho remoto. A crise do COVID-19 é uma oportunidade para que atualizem sua tecnologia de servidores para permitir uma rotina mais flexível.


Horários Flexíveis de verdade


Falando em flexibilidade, aí está um tema sensível no mercado de trabalho brasileiro, mesmo referindo-se somente aos horários.


Uma discussão já não tão recente em países desenvolvidos é sobre a relevância do horário comercial. Certamente ele é importante para o comércio de rua e setor de serviços, mas existe uma reflexão constante acerca da viabilidade de todos os setores da economia operarem concomitantemente.


Falamos muito aqui sobre o setor de TI, então segue um exemplo para ilustrar. Um desenvolvedor em um projeto de criação de algum sistema. Qual a necessidade de trabalhar de 8h às 17h?


Uma empresa que opera com diferentes escalas possibilita que cada colaborador lide diretamente com menos pessoas, o que neste momento, é uma situação de maior segurança.


Essa discussão, se levada a mais setores, pode reduzir o número de pessoas em deslocamento nos horários de pico, diminuindo a formação de aglomerações e aliviando o intenso tráfego nas grandes cidades. Ao diminuir o número de pessoas em circulação no mesmo horário, cai também o risco de contágio de doenças, o que em momentos de surto como o do coronavírus, já é um ganho considerável.


Política de viagens, reuniões e entrevistas


Viagens corporativas? As empresas estão cancelando. Reuniões frequentes? É melhor optar pelas ferramentas digitais de comunicação até que a situação seja controlada.

E como não poderíamos deixar de comentar, os processos de seleção! A dinâmica de entrevistas também é afetada. Durante a comunicação com o candidato, é importante saber se ele esteve em um dos países mais afetados (como China, Itália, França, Espanha, Coreia do Sul e Japão) recentemente.


E para as primeiras fase do processo seletivo, o momento de prudência sugere uma preferência por ligações ou videoconferências via Skype, Hangout ou Zoom. Tudo para evitar um maior fluxo de pessoas na estrutura da empresa.


Reforço na higienização


Agora é momento de tomar ainda mais cuidado com a higiene pessoal e da estrutura física dos ambientes que ocupamos.


Objetos que pegamos com as mãos, como maçanetas, torneiras e até mesmo garrafas e máquinas de café devem estar sempre limpos. Recomenda-se ter sempre uma pequena garrafa de álcool em gel mesa e limpar as mãos sempre antes e depois de pegar algum objeto.


Copos e canecas para beber água e café são objetos de uso pessoal. Ou seja, use sempre os mesmos e não deixe de limpá-los antes de ingerir líquidos.


Enquanto não há uma definição conclusiva sobre a efetividade do uso de máscaras hospitalares, o uso é geralmente recomendado a pessoas que já estão doentes para evitar a transmissão para outras. A Organização Mundial da Saúde alerta que pessoas que não estão doentes não devem usar a máscara, a não ser que tenha contato muito próximo com alguém infectado pelo coronavírus.

0 visualização
  • Branca Ícone LinkedIn
  • White Instagram Icon
  • White Facebook Icon
  • White YouTube Icon

ENCONTRE-NOS

WeWork - Savassi Mall

Rua Sergipe, 1440

Belo Horizonte – MG