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  • Daniel Monteiro

O home office no mundo pós coronavírus

Quando a pandemia do novo coronavírus eclodiu, a reação imediata de muitas empresas foi mandar seus colaboradores para casa e iniciar um regime extraordinário de home office. Esse período certamente representou uma novidade para boa parte dos trabalhadores.


Afinal, não se trata apenas de levar o trabalho para casa. O home office, durante o período de quarentena, criou um novo modelo de convivência familiar que impacta tanto o trabalho como as atividades pessoais.


Como o distanciamento já está relativamente prolongado, muitas empresas começam a avaliar expandir o modelo de trabalho para além da pandemia. Neste artigo, analisamos como essa possível mudança deve impactar a rotina dos profissionais e as atividades das empresas.



Uma realidade para além da quarentena


De medida paliativa para o "novo normal" do mundo corporativo, a crise do Covid-19 demonstrou para muitas empresas que o modelo de trabalho remoto pode ser mais sustentável do que se imaginava.


Não são apenas pequenas e médias empresas que perceberam que podem reduzir substancialmente seus gastos com sedes físicas. Big techs como Twitter e Facebook estão se adaptando ao modelo e anunciaram que parte de suas equipes poderão continuar em trabalho remoto permanentemente.


Trabalho permanente x Escalonado


Como o home office é uma novidade dentro de um período sem paralelos, uma recepção negativa ao modelo, considerando o primeiro semestre de 2020, pode ser prematura. O momento de isolamento impede que outras atividades cotidianas sejam realizadas normalmente e pode ser automático associar essa frustração ao fato de ter a rotina de trabalho dentro de casa.


Mas é importante ressaltar que futuras mudanças podem não ser definitivas. É provável que surja um modelo híbrido criando uma rotina de dias em casa e outros no escritório.


Muitas empresas discutem a diminuição das dependências físicas, mas entendem que encontros pontuais são necessários. Ou seja, organizações podem operar de forma escalonada disponibilizando sua estrutura física para determinadas equipes em horários programados.


Nada disso está definido. Trata-se de um processo de adaptação gradual em que os gestores ainda estão avaliando qual modelo poderá aliar mais eficiência e clima organizacional.


Home Office pós coronavírus


O home office sempre foi um modelo de trabalho para profissionais liberais, freelancers ou colaboradores de empresas de alta tecnologia que tinham essa opção como um benefício. Contudo, quando essa rotina chegou para mais pessoas, a reação inicial de muitos foi de espanto.


Nesse sentido, recomendamos cautela para formar uma opção definitiva sobre o trabalho remoto. A verdade é que, quem conheceu o home office com o coronavírus, foi apresentado ao modelo em uma rotina atípica de isolamento social.


Afinal, para uma pessoa mais sensível ao isolamento, estar enclausurada em casa é estar em todo o momento no seu ambiente de trabalho. Um casal passa a lidar com a presença do parceiro 100% do tempo, enquanto pais têm de conciliar suas responsabilidades profissionais com a presença dos filhos em casa.


Essas pessoas ainda não puderam aproveitar os reais benefícios que uma rotina de trabalho remoto pode propiciar, como o menor tempo de deslocamento, maior convívio familiar ou possibilidade de sono mais longo.


Sem as restrições de isolamento, atividades como ir à academia, encontrar amigos, fazer compras, entre outras, voltam a ser possíveis retomando à normalidade da qualidade de vida. Só quando essa rotina for novamente possível poderemos ter uma melhor avaliação da aceitação do modelo.


Ou seja, não se trata apenas de uma mudança de tipo de trabalho, mas uma nova lógica de vida social. Em um cenário no qual todas as empresas que possam aderir ao modelo o façam, é possível prever uma queda brusca no mercado imobiliário comercial. Alguns até mesmo apontam para o fim dos centros das cidades como conhecemos.


Uma nova forma de gestão


Essa necessidade de adaptação pode ser uma causa de ansiedade, principalmente para profissionais que se descobriram menos produtivos ou de alguma forma aversos ao trabalho remoto. Tudo é um processo de aprendizado. Não há necessidade de pânico, já que outras tantas empresas devem manter a estrutura tradicional vigente.


Os esforços de adaptação não serão exclusivos dos profissionais. Todos os processos de gestão, execução e análise devem sofrer mudanças para que o trabalho em modelo de home office seja produtivo.


No Brasil ainda há uma predominância da microgestão com acompanhamento de perto das atividades pelos gestores. A distância física inviabiliza esse tipo de dinâmica, o que exigirá uma transição para um modelo de macrogestão voltado para qualidade de entrega e resultados com maior autonomia para os profissionais. Com isso, também cresce a necessidade de sistemas digitais de acompanhamento de demandas, como Trello, Basecamp, Runrun.it. Você pode ver aqui alguns dos principais gerenciadores de tarefas.


A estrutura física particular é outro ponto importante. Em um período de exceção é aceitável trabalhar com o notebook na mesa de jantar, mas não é a solução ideal para o longo prazo.

Ainda que as empresas economizem gastos com sede física, custos que são indiretamente passados ao colaborador (como o uso de computadores, equipamentos de escritório, gastos com internet e luz ou até mesmo aluguel de coworking) podem se tornar novos pontos de negociação, como benefício ou bônus para gastos com estrutura.


Como foi a sua adaptação ao home office? Sua empresa pretende aderir ao modelo definitivamente? Compartilhe sua experiência com a gente! Para mais sobre o mundo corporativo e práticas de gestão de RH, acompanhe as novidades da Yellow Rec.


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